Rotativas

Sexta-feira, Janeiro 30, 2009


Como não gosto de fundamentalismos, deixo aqui uma pequena análise que fiz para a euronews e pode ser ouvida no site

www.euronews.net (não consigo fazer o linkezinho azul...)

Vaticano reintegra bispos fundamentalistas







Desde o início do Pontificado que Bento XVI multiplica os gestos para se reconciliar com os católicos da fundamentalista Congregração Santo Pio X. Para "a plena comunhão", como afirmou.

Em 2007, o Papa liberalizou a missa "tridentina" em latim e, em 2008, o Vaticano renunciou à exigência de que os tradicionalistas reconhecessem o Concílio Vaticano II, considerado como a primavera da Igreja. Duas questões de fundo estão na base das controvérsias doutrinárias com os discípulos de Monsenhor Marcel Lefebvre, que recusou as reformas de modernização da Igreja Católica. O arcepispo francês opunha-se à liberdade religiosa e ao ecumenismo e continua a celebrar a missa em latin, de costas voltadas contra os fiéis.

O cisma lefebvriano começou em 1969, quando o francês Marcel Lefebvre fundou a Congregação Santo Pio X, na Suíça. Os seguidores agarraram-se à liturgia tradicional e mantiveram a oração pela conversão dos judeus, recusando deixar de os considerar responsáveis pela morte de Cristo, indo contra o Vaticano II.

Em Junho de 1988, o arcebispo Lefebvre

ordenou quatro bispos à revelia da Santa Sé:

o espanhol Alfonso de Gallareta, o francês Tissier de Mallerais e o britânico Richard Williamson, que foram automaticamente excomungados.

20 anos depois, o papa Bento XVI suspendeu a excomunhão dos quatro bispos consagrados pelo falecido arcebispo e um deles, o britânico Williamson, afirmou publicamente "não acreditar na existência de câmaras de gás e na morte de seis milhões de judeus nessas câmaras."

Williamson está proibido pela Congregação de falar em público sobre quaisquer questões históricas ou políticas a partir de agora.

Na revogação da excomunhão dos fundamentalistas Bento XVI também pediu aos bispos para reconhecerem "a autoridade do Papa e do Concílio do Vaticano II".




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Quinta-feira, Janeiro 29, 2009



Jorge Perestrelo (1948 - 2005)



O meu amigo Jorge era transparente como uma andorinha de papel contra a luz do sol. Mas escondia o amor enorme que nutria pelo mundo no fundo do olho num esgar sorridente de mistério.
Era africano antes de estar no mundo, depois de viver em Lisboa e no momento em que esteve em Israel "no sítio em que Cristo nasceu" e no Monte das Oliveiras. Acho que pressentia o fim, na Holanda...
Fomos vizinhos de primeira: eu "habitava" o estranho mundo (prestes a ruir) do 5° andar da Radiogeste numa Torre das Amoreiras, Lisboa, e ele o risonho andar de cima na promissora TSF.
Já nos conhecêramos quando ele trabalhava na Rádio Comercial: ele era o grande comentador (a voz dele ecoava nas rádios de todos os cafés de porta aberta e casas de janelas escancaradas, de Sta Catarina até ao Castelo de S. Jorge, em dia de futebol) mas, mais do que isso, era o grande divulgador de tudo o que tinha a ver com a comunidade africana em Lisboa e com Angola. By night. No Arco Íris, do campo Grande, no Bana's e depois nas discotecas dele e restaurantes de amigos.
Frequentei todas as discotecas que promoveu ou dirigiu e abriu. Desde que era caloira de Direito até ser jovem jornalista.
A noção da bela africana... ninguém a transmitia como ele, quando os amigos entravam nas discotecas e começavam a gesticular ao som do ritmo.
Deu-me um pequeno gravador áudio para a minha primeira cobertura jornalística de guerra e fez-me prometer que o "pagaria" voltando viva. Não aceitou mais do que um abraço e passou a chamar-me (e considerar-me) camarada.
É o único jornalista que conheço que morreu mesmo a seguir ao jogo que relatou com emoção - os outros morreram na guerra....
O 'vivo' dele era como um sangue que corria numa veia que o alimentava e não se chamava aorta mas Luena - com entoação cantada.
Luena é nome de rainha, de cidade, de região. Luena é Angola.
O Jorge escreveu um voto, quando a sua filha nasceu, na capa de uma carteira de fósforos que guardo religiosamente: "que a Luena e a Marta tenham a mesma capacidade". Ele queria dizer: de vida. Era um dos meus regressos, viva e inteira para a minha filha e toda a família, e ele era pai de uma rainha.
O meu Amigo Jorge foi o único vozeirão da rádio (e depois de televisão) que exclamou , bem alto, ao microfone, durante um relato de futebol:
"- Ffff...foda-se....senhoras e senhores...que ganda frango!!!"

por ele assino, à boa maneira angolana - só hoje -
Mana João




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Quinta-feira, Janeiro 22, 2009


o Afonso Tiago desapareceu em Berlim. Tinha saído com um amigo e ia para casa. A família faz tudo para que o desaparecimento não seja esquecido. Pode alguém tê-lo visto....testemunhado algo....
findafonsotiago.blogspot.com








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Quarta-feira, Janeiro 21, 2009










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Sexta-feira, Janeiro 09, 2009







Não me lembro de ter coberto uma guerra em que as partes respeitassem os socorristas ou a população civil, e muito menos o direito internacional. Daí a minha surpresa total ao ouvir o Comissário Europeu francês para os Refugiados, Louis Michel, acusar Israel de "não respeitar o direito internacional mais elementar. Não protege os civis e, mais grave, coloca obstáculos à ajuda humanitária a 80 por cento da população palestiniana. São precisos 300 camiões por dia e hoje há cerca de 50 a passarem. O obstáculo não é aceitável."

Israel nega estar a impedir a ajuda humanitária e vai estudar as queixas.

Não ouvi, no entanto, qualquer explicação da ONU por, na sequência da morte do motorista de um dos seus camiões, ter interrompido a ajuda humanitária. Nuca vi voluntários numa frente de guerra deixarem de cumprir missões porque as colunas de camiões estão a ser atingidas. Não o vi em Sarajevo (Bósnia) nem em lado nenhum. Mas lembro-me de alguns motoristas utilizarem os camiões da ONU que conduziam para fazer o próprio tráfico de armas, furando o embargo vigente. Não quer dizer que tenha sido este o caso do motorista que morreu num camião da ONU com ajuda para Gaza...mas coloco a possibilidade, claro. Porque não ha apenas anjos ou demónios de um ou outro lado.

Porque é que se acendem todos os ânimos em relação a Israel e a Gaza e se passa ao lado de tantos outros conflitos, tantas agressões sangrentas, tantos genocídios?

Estive numa igreja bombardeada com napalm, onde estavam refugiadas todas as crianças de Karlovac, Croácia, na guerra dos Balcãs. Os cadáveres carbonizados confundiam-se uns com os outros.
Na estrada para Karlovac, tinham sido atingidos vários camaradas de trabalho e não podíamos socorrê-los, por causa dos snipers e minas. Eu e Jean- Pierre Zhender "voámos rasteirinho" até Zagreb. O nosso carro foi baleado três vezes. Não sei se algum dia alguém para além de nós (Daily Telegraph, Tal e Qual e Diário de Notícias) nisso.

No terreno, a responsável da Cruz Vermelha nos territórios palestinianos afirma que havia vítimas muito debilitadas, crianças que ficaram junto do cadáver da mãe. O que foi mais chocante foi saber que os militares tinham conhecimento da existência de civis ali e não nos ajudaram a fazer a evacuação". É bom saber que existe uma Katrina Ritz tão racional no meio de uma guerra. Os militares devem passar a fazer um corredor de segurança até ao inimigo que estão a atacar para salvar os civis que, convenhamos, não têm outro sítio para viver. E depois, talvez, fazer o mesmo em sentido contrário. Os militantes do hamas hão-de fazer um corredor humanitário de segurança para que os socorristas salvem os judeus atingidos...

Num mundo assim, não havemos de nos tornar todos poetas?

Eu gostava que sim, que fosse possível...que os civis estivessem sempre a salvo da loucura dos que têm poder sobre as armas e manipulam multidões...mas não...infelizmente não contam nada, são meros instrumentos em qualquer guerra.





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Quinta-feira, Janeiro 08, 2009




Imagem da Assembleia da República à sexta-feira



Salários dos (mal ou bem ) eleitos deputados e outros representantes do povo:

Em Portugal, os deputados ganham 3708 euros de salário-base, o que corresponde a 50% do vencimento do presidente da República. Os subsídios de férias e de Natal são pagos em Junho e em Novembro e têm direito a10% do salário para despesas de representação. Como também lhes são pagos abonos de transporte entre a residência e São Bento uma vez por semana, e por cada deslocação semanal ao círculo de eleição, um deputado do Porto, por exemplo, pode receber mais dois mil euros, além do ordenado.

De acordo com o "Manual do Deputado", os representantes do povo podem estar no regime de dedicação exclusiva e acumularem com o pagamento de direitos de autor, conferências, palestras, cursos breves, etc.

Como o fim da subvenção vitalícia irá abranger somente os deputados eleitos em 2009, os que perfaçam até ao final da legislatura 12 anos de funções (consecutivos ou intervalados) ainda a recebem, mas com menor valor. Quem já tinha 12 anos de funções quando a lei entrou em vigor - em Outubro de 2005 - terá uma subvenção vitalícia de 48% do ordenado base - pelo actual valor, quase 1850 euros - logo que completar 55 anos.

O Governo acautelou assim a situação de parte dos deputados do PS eleitos em 1995, com a primeira vitória de Guterres, pelo que ao fim de dez anos de actividade (até 2005) poderão auferir a pensão vitalícia que corresponde a 40% do vencimento-base - dez anos a multiplicar por 4% do vencimento base auferido quando saiu do Parlamento. A subvenção é cumulável com a pensão de aposentação ou a de reforma até ao valor do salário base de um ministro que é em 2008 de 4819,94 euros. Os subvencionados beneficiam ainda "do regime de previdência social mais favorável aplicável à Função Pública", diz o documento.

Sócrates recebe pensão vitalícia
José Sócrates tem direito à pensão vitalícia por ter 11 anos de Parlamento. Eleito pela primeira vez em 1987, esteve oito anos consecutivos em funções. Secretário de Estado do Ambiente e ministro da pasta nos Governos de Guterres, voltou em Abril de 2002, onde ficou mais três anos.

Quem tem e vai ter a subvenção
Almeida Santos (PS), Manuela Ferreira Leite, Manuel Moreira e Eduarda Azevedo (PSD), Narana Coissoró e Miguel Anacoreta Correia (CDS-PP) e Isabel Castro (PEV) já requereram a subvenção vitalícia. Outros 31 deputados, 20 dos quais do PS, poderão pedi-la, pois até ao fim de 2009 perfazem 12 anos de mandato, embora só se contabilizem os anos até 2005.

Salário cresceu 77 euros num ano
Em 2007, o vencimento-base de um deputado foi 3631,40 euros. Este ano é de 3707,65 euros , segundo a secretaria-geral da AR. Um aumento de 77 euros.

Presidir à AR dá direito a casa
O presidente da Assembleia da República (AR) recebe 80% do ordenado do presidente da República - 5.810 euros. Recebe ainda um abono mensal para despesas de representação no valor de 40% do respectivo vencimento 2950 euros, o que perfaz 8760 euros. Usufrui de residência oficial e de um veículo para uso pessoal conduzido por um motorista.

Dez têm carro com motorista
Ao presidente do Conselho de Administração (José Lello), aos quatro vices-presidentes da AR - na actual legislatura, Manuel Alegre (PS), Guilherme Silva (PSD), António Filipe (PCP) e Nuno Melo (CDS-PP) - e aos líderes parlamentares é disponibilizado um gabine pessoal, secretário e automóvel com motorista.

Benesses para a Mesa da AR
Para os quatro vice-presidentes da AR (PS, PSD, CDS e PCP) e para os membros do Conselho de Administração, o abono é de 25% do vencimento 927 euros. Os seis líderes parlamentares e os secretários da Mesa têm de abono 20% do salário: 742 euros.

Abono superior ao salário mínimo
Os vice-presidentes parlamentares com um mínimo de 20 deputados (PS e PSD), os presidentes das comissões permanentes e os vice-secretários da mesa têm de abono 15% do vencimento - 555 euros. Mais 129 euros do que o salário mínimo nacional.

Uso gratuito de correio, telefone e electricidade
Os governos civis, se solicitados, devem disponibilizar instalações para que os deputados atendam os media ou cidadãos. Os deputados podem transitar livremente pela AR, têm direito a cartão de identificação e passaporte especial e ao direito de uso e porte de arma. Podem também usar, a título gratuito, serviços postais, telecomunicações e redes electrónicas.

Ajudas de custo para os de fora
Quem reside fora dos concelhos de Lisboa, Oeiras, Cascais, Loures, Sintra, Vila Franca de Xira, Almada, Seixal, Barreiro e Amadora recebe 1/3 das ajudas de custo fixadas para os membros do Governo (67,24 euros) por cada dia de presença em plenário, comissões ou outras reuniões convocadas pelo presidente da AR e mais dois dias por semana.

Pára-quedistas ficam a ganhar
Os deputados que residem num círculo diferente daquele por que foram eleitos recebem ajudas de custo, até dois dias por semana, em deslocações que efectuem ao círculo, em trabalho político. Mas também os que, em missão da AR, viajem para fora de Lisboa. No país têm direito a 67,24 euros diários ou a 162,36 euros por dia se forem em serviço ao estrangeiro.

Viagens pagas todas as semanas
Quando há plenário, a quantia para despesas de transporte é igual ao número de quilómetros de uma ida e volta semanal entre a residência do parlamentar e S. Bento vezes o número de semanas do mês (quatro ou cinco) multiplicado pelo valor do quilómetro para deslocações em viatura própria. Uma viagem ao Porto são 600 quilómetros cinco vezes num mês, dá três mil. Como o quilómetro é pago a 0,39 euros, o abono desse mês é de 1170 euros.

Viver na capital também dá abono
Os deputados que residam nos concelhos de Cascais, Barreiro, Vila Franca de Xira, Sintra, Loures, Oeiras, Seixal, Amadora, Almada e Lisboa recebem também segundo a fórmula anterior. Os quilómetros (ida e volta) são multiplicados pelas vezes que esteve em plenário e em comissões, tudo multiplicado por 0,39 euros.

Ir às ilhas com bilhetes pagos
A resolução 57/2004 em vigor, de acordo com a secretaria-geral da AR, estipula que os eleitos pelas regiões autonómas recebem o valor de uma viagem áerea semanal (ida e volta) na classe mais elevada entre o aeroporto e Lisboa, mais o valor da distância do aeroporto à residência. Por exemplo, 512 euros (tarifa da TAP para o Funchal com taxas) multiplicados por quatro ou cinco semanas, ou seja, 2048 euros. Mais o número de quilómetros (30, por exemplo) de casa ao aeroporto a dobrar (por ser ida e volta) multiplicado pelas mesmas quatro (ou cinco) semanas do mês, e a soma é multiplicada por 0,39 euros, o que dá 936 euros. Ao todo 2980 euros.

Deslocações em trabalho à parte
Ao salário-base, ajudas de custo, abono de transporte mensal há ainda a somar os montantes pela deslocação semanal em trabalho político ao círculo eleitoral pelo qual se foi eleito. Os deputados eleitos por Bragança ou Vila Real são os mais abonados.

Almoço a menos de cinco euros
Os deputados e assessores que transitoriamente trabalham para os grupos parlamentares pagam 4,65 euros de almoço, que inclui sopa, prato principal, sobremesa ou fruta. E salada à discrição. Um aumento de 0,10 euros desde 2006. Nos bares, um café custa 25 cêntimos, uma garrafa de 1,5 litro de água mineral 33 cêntimos e uma sandes de queijo 45 cêntimos.

Imunidade face à lei da Justiça
Não responde civil, criminal ou disciplinarmente pelos votos e opiniões que emitir em funções e por causa delas. Não pode ser detido ou preso sem autorização da AR, salvo por crime punível com pena de prisão superior a três anos e em flagrante delito. Indiciado por despacho de pronúncia ou equivalente, a AR decidirá se deve ou não ser suspenso para acompanhar o processo. Não pode, sem autorização da AR, ser jurado, perito ou testemunha nem ser ouvido como declarante nem como arguido, excepto neste caso quando preso em flagrante delito ou suspeito do crime a que corresponde pena superior a três anos.

Justificações para substituição
Doença prolongada, licença por maternidade ou paternidade; seguimento de processo judicial ou outro invocado na Comissão de Ética, e considerado justificado.

Suspensão pode ir até dez meses
Pedida à Comissão de Ética, deve ser inferior a 50 dias por sessão legislativa e a dez meses por legislatura. Um autarca a tempo inteiro ou a meio tempo só pode suspender o mandato por menos de 180 dias.

JORNAL DE NOTÍCIAS | 11.02.2008


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Quarta-feira, Janeiro 07, 2009


Notícia de O Figueriense que reproduzo com muita, muita alegria...

Cerca de 700 mil hectares de floresta, em 34 concelhos da região centro, vão ser infra-estruturados até Dezembro de 2009, no âmbito de um projecto com origem na Noruega apresentado esta semana na Figueira da Foz.
A intervenção, que segundo António Gravato, director da Circunscrição Florestal do Centro (CDF), “vem ajudar a repovoar a floresta portuguesa”, inclui a criação de “zonas tampão”, livres de combustível ou de combustível reduzido, edificação de parques de lazer e construção ou manutenção de rede viária.
“A mais valia é permitir implementar no terreno aquilo de que andamos a falar há imenso tempo. Temos de criar infra-estruturas de prevenção para que se possa depois instalar a floresta numa perspectiva de continuidade e sustentabilidade”, disse aos jornalistas António Gravato, à margem de uma visita do governador civil de Coimbra à serra da Boa Viagem, na passada terça-feira.
O projecto vai ser desenvolvido até Dezembro de 2009 em duas áreas demarcadas da região Centro: as Montanhas Ocidentais, que incluem a zona do Dão-Lafões e Centro Litoral, e a Cordilheira Central, que abrange a Beira Interior Norte e o Pinhal Interior Norte.

“Não basta só cortar o queimado e plantar”

“Não prevê a plantação, mas sim a infra-estruturação das áreas onde depois se vai implementar a nova floresta. É um contributo inovador a nível nacional, traduz na prática o que nós, florestais, andamos a discutir na teoria há muitos anos”, argumentou.
“Não basta só cortar o queimado e plantar. Depois volta a arder passados uns anos”, acrescentou o mesmo responsável.
A coordenação das Montanhas Ocidentais ficará instalada na Figueira da Foz, enquanto a Lousã receberá os escritórios da zona da Cordilheira Central.
A aplicação do projecto “EEA Grants”, um programa financeiro no valor de 1,2 milhões de euros, comparticipado pela Noruega, Islândia e Liechtenstein, foi já aprovada.
“Depois de várias reuniões, umas mais optimistas que outras, finalmente conseguimos, sobretudo através da componente norueguesa. Está aprovado, vamos começar de imediato”, disse António Gravato.
Este responsável lembrou que os noruegueses promoveram, há 20 anos, a construção do centro de operações florestais (COTF) da Lousã, existindo, desde essa altura, uma ligação entre técnicos de ambos os países, agora considerada “determinante” para a aprovação do projecto.
Quatro técnicos portugueses vão integrar “em permanência” o projecto, cuja aplicação será avaliada por noruegueses e islandeses.
O responsável da CFC manifestou-se convicto de que os trabalhos no terreno estarão concluídos até Dezembro de 2009.
“Era algo que ambicionávamos há imenso tempo e agora temos, está bem concebido na perspectiva prática de o podermos executar. Daqui a três anos estaremos aqui a festejar a implantação da primeira rede de infra-estruturação (da floresta) da região Centro”, garantiu António Gravato.



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CASA PIA



Relação condena jornalista Inês Serra Lopes


O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) condenou a jornalista Inês Serra Lopes a um ano de prisão pelo crime de favorecimento pessoal na forma tentada no caso do alegado sósia de Carlos Cruz, arguido no processo Casa Pia.


Um acórdão do TRL revoga uma decisão anterior que absolveu a directora do extinto semanário "O Independente" e dá razão a um recurso do Ministério Público (MP), que considerou que a sentença proferida em 20 de Dezembro de 2007 não estava devidamente fundamentada.

A Relação de Lisboa refere que Inês Serra Lopes mostrou à ex-funcionária da Casa Pia Ana Paula Valente fotografias de um antigo funcionário da RTP, explicando que se tinha reformado por razões psiquiátricas, gostava de se fazer passar pelo apresentador de televisão Carlos Cruz.

Diz ainda que a jornalista pediu a Ana Paula Valente que fosse entregar as fotografias ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa a fim de serem "juntas ao processo Casa Pia".

Segundo o TRL, em acórdão proferido em Dezembro passado, a jornalista quis "criar no espírito dos magistrados e órgãos de polícia criminal (OPC) (...) dúvida séria" sobre se teria sido Carlos Cruz ou o alegado sósia a praticar os crimes que estavam a ser investigados, por "ter havido erro de identidade quanto ao autor dos factos".

Segundo o acórdão, a pena de prisão de um ano aplicada a Inês Serra Lopes não é passível de suspensão. Contudo, a pena de prisão poderá "ser substituída por prestação de trabalho a favor da comunidade desde que se verifique aceitação da arguida".


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Terça-feira, Janeiro 06, 2009




A France 2 difundiu aquelas que seriam as imagens violentas de um ataque com mísseis israelitas, do primeiro dia do ano, quando os corpos dos civis e militares que se viam em sangue no chão eram produto da explosão acidental de um camião cheio de roquetes do Hamas...em 2005. O desmentido foi constrangedor...o jornalismo foi atingido no seu âmago. Repórteres sem Fronteiras ainda não comentou.

O jornal Le Figaro anunciou previamente o desmentido:

"France 2 a diffusé lundi 5 janvier dans son journal de 13h une vidéo montrant les ravages causés par l'offensive israélienne. Or cette vidéo daterait du 23 septembre 2005 et non du 1er janvier 2009. Non seulement la date serait fausse mais la vidéo montrerait les conséquences de l'explosion accidentelle d'un camion transportant des roquettes à Jabaliya, dans un camp de réfugiés palestiniens et non les suites d'une frappe israélienne. Le directeur-adjoint de l'information de France 2, Etienne Leenhardt, a reconnu l'erreur due à un « dysfonctionnement interne de vérification de l'information ». Des excuses seront présentées au journal de 13h de ce mardi." - Figaro

Actos anti-semitas em França:

Entretanto, dois carros incendiados foram lançados contra duas sinagogas diferentes em Toulouse e, em Lyon, a árvore da Paz no jardim Tête d?Or em Lyon foi vandalizada a serrote. O cedro em questão tinha sido plantado em 1996 por Raymon Barre em homenagem ao primeiro ministro israelita Ytzak Rabin, assassinado em 1995 por um extremista judeu. O "vândalo" foi preso em flagrante delito.



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